os textos aqui apresentados são redigidos em desacordo com o Acordo Ortográfico #AO90







domingo, 13 de junho de 2010

verbo deolindar



Com a certeza de que não tinha entrado na porta errada (a Deolinda está sempre um pouco «ao lado», como as canções) lá fui até ao auditório do CCB para «levar» com dois selos e um carimbo (nas fuças, vá).

Entre tropeções em gente conhecida (o mundo é, sem sombra de dúvidas, um bidé), lá me refastelei nos sofás (sim, as cadeiras do CCB são felpudas que nem sofás) e aguardei o início do espectáculo. Que começou tarde, como é tão habitual e português.
Não me perguntei pelo alinhamento, que eu é ‘ssoa que não memoriza isso. Mas pareceu-me muito idêntico ao da Casa da Música, que foi emitido pela Antena 3. E a converseta pelo meio também soou a algo já ouvido.
O CCB é uma sala fria e impessoal. Ponto! Recordando o concerto da Aula Magna (há uns 2 ou 3 anos atrás) o ambiente é irreconhecível (a não ser a Deolinda, que é a mesma, mais madura, vá…). É que na Aula Magna ninguém parou quieto, e foi sempre a abanar o anquedo. O CCB terá um efeito inibidor? Em mim, teve com certeza.
É óbvio que usufrui do espectáculo e que gostei de ver, ao vivo e a cores, o novo álbum (dos poucos cds que comprei nos últimos tempos). Mas faltou a proximidade com o público e julgo que o ambiente do CCB teve alguma responsabilidade nisso.

Gostei do concerto. Mas saí dali com a vontade de não ouvir mais o cd, de encerrar um capítulo. Estou cansada do «um contra o outro» e preciso … de qualquer coisa como uma depressão que me anime! [alguém me chegue uma NAIFA, se faz favor!]


a fotografia (fantástica) é da Rita Carmo e foi «roubada» DAQUI

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