os textos aqui apresentados são redigidos em desacordo com o Acordo Ortográfico #AO90







terça-feira, 12 de outubro de 2010

Se eu fosse a Margarida Rebelo Pinto…

…escrevia um texto denominado «As Enjoadinhas». E seria qualquer coisa como:


A Enjoadinha é aquela que não é a melhor amiga dos homens do grupo. E nem sequer das mulheres. Ela não consegue ter amigos, mesmo. Porque ninguém tem paciência para aturar a má onda que instila no grupo.
Não alinha no sushi, porque não gosta de comida japonesa. Não alinha na comida indiana, porque receia que os picantes lhe façam mal. E comida chinesa? Nem pensar, ainda acaba a comer uma carne com ar indistinto.
Esta figura consegue conquistar a bondade de alguns elementos do grupo, que sentem pena por ela e inventam mil e uma desculpas para a sua forma de estar. E quando isso acontece, o grupo tem que levar com a Enjoadinha. E ela lá aparece, com a sua melhor blusa e calça vincada para rumarmos todos até ao concerto dos Guns N’Roses. E a mala ao ombro?
Esta estirpe rejeita tudo o que foge ao padrão enjoadíssimo que advoga. E a vida é toda ela muito má, parecendo nalguns momentos uma cabala.
Há aquela Enjoadinha que é mais subtil e se esconde por detrás de um decote que chega ao umbigo ou de cigarros fumados em catadupa. Meia dúzia de frases trocadas e eis que apanhamos sintomas de enjoadinha. Ou porque nada lhe corre bem, ou porque mesmo nas coisas boas, a desgraça está sempre presente. Ou seja, és uma enjoadinha, pah!
As enjoadinhas gostam de ver o seu estatuto apaparicado pelos outros e quando chega alguém que faz as perguntas-chave e a remete para um momento de auto consciência: «ahhh! Se calhar vou ali e já não volto». Lá vem o momento de fuga. Adeus, enjoadinha! Até uma próxima (NOT!).


Eu não sou a Margarida Rebelo Pinto. Por isso, não acredito nisto que acabei de escrever. Sim, não acredito nas enjoadinhas. Mas… que las hay, las hay !

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