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domingo, 28 de novembro de 2010

«Pilar, tive uma ideia sobre Caim.»

O filme sobre os últimos anos da vida de José Saramago é imperdível. Quer se ame ou não esta figura, o Nobel da Literatura não nos deixa ficar indiferentes. Convicções e polémicas à parte, é uma doçura ver as imagens de Saramago, lado a lado com Gabriel Garcia Marquez, com os olhos semi cerrados, numa conferência numa Universidade do México. Ou vê-lo a trabalhar, ao computador, com o Camões (o cão) a seus pés.


Não fazia ideia de que Saramago tinha começado a viver da escrita já com 60 anos. Conhecia muito pouco da sua vida e da vida da mulher que é Presidenta da Fundação Saramago. Um(a) Pilar cheia de força.

Nunca fui fã da escrita de Saramago. O Memorial do Convento não me traz boas recordações. Mas um dia alguém me disse: Joana, deves ler o Ensaio sobre a Cegueira, ainda que não leias nada mais do Saramago.

E assim fez. Livrei-me da cegueira branca perante o autor e deliciei-me com o livro. E o filme. E quando o polémico Caim viu a luz do dia, fui atrás dele. E aproveitei as viagens de metro para entrar no universo de um outro Caim, que eu ainda não conhecia.

Deixei as Intermitências da Morte a meio. Um dia volto lá.

Às palavras do homem cuja família se cruza com a minha, numa aldeia chamada Azinhaga. Uma aldeia da qual tenho poucas recordações, a não ser de um tal de António Saramago que era meu avô. Que possivelmente se encontrou com o José de Sousa Saramago, num «outro sítio».



José e Pilar

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