os textos aqui apresentados são redigidos em desacordo com o Acordo Ortográfico #AO90







quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Do valor das coisas

As coisas têm o valor que nós lhes atribuímos. O facto de terem um preço atribuído não significa que aquele seja o preço que eu dou àquela coisa. E nessas coisas não vale a pena discutir muito, pois as prioridades de cada um são… as prioridades de cada um. Há quem dê 700 eur por uma mala de mão, há quem tenha 700 eur por mês para gerir uma casa. Há quem gaste 150 eur num par de botas que duram 10 anos e há quem gaste o dobro desse valor em botas, durante 5 anos. E aquele que se queixam que a vida está difícil e tomam o pequeno-almoço fora todos os dias? Que teorizam sobre formas de poupança mas não abdicam do tabaco?


Sim, são questões relacionadas com as prioridades de cada um. Que se relacionam, ainda, com a facilidade com que se cede ao consumismo e a uma tentação denominada cartão de crédito. Entra aqui em jogo a dicotomia aparência/verdade. A questão da imagem que se projecta e do estilo de vida que é adoptado.

Eu observo e teço os meus comentários – sempre à luz da minha tabela de prioridades. Respeito as decisões dos outros, partindo do princípio de que cada um é responsável por si. A única coisa que me aborrece são os sentimentos de inveja de quem se queixa, mas consegue sempre aquilo que quer, muitas vezes às custas dos outros e sem nunca deixar de querer. Seja o que for. Desde que seja algo que o outro possua… dizem «eu quero»!

Aborrece-me. Mas já comprei um incenso contra a inveja. Portanto, é deixá-los roerem-se.
 
 

1 comentário:

TAB disse...

Pk que tiras-me sempre as palavras da boca! Eu não diria melhor.
Besitos