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sábado, 5 de março de 2011

A CACATUA VERDE

Sala Garrett à pinha, para uma noite de vinho e teatro, n’A Cacatua Verde. 26 actores em palco, entre caras mais ou menos conhecidas e um Luís Miguel Cintra que já nos habituou a grandes desempenhos.

A peça tem belíssimos momentos de humor, mas transborda algo mais: uma análise irónica da sociedade daqueles (dos nossos?) tempos. Na noite da Tomada da Bastilha, o assassinato fingido é real e o que é real, finge-se. Afinal, a taberna é o teatro. E o teatro é a vida, a caverna onde as sombras de quem luta pela liberdade vagueiam pela verdade que se encontra num ou noutro copo de vinho.



A não perder.




«A taberna é uma Cave, o que remete para a imagem da Caverna de Platão e o próprio facto de o taberneiro se chamar Prospére-Próspero remete para o processo ambíguo de “A Tempestade” de Shakespeare. Afinal como em Pirandello, a peça fala mais da vida que do teatro. Com a maior leveza e elegância, e num único ato de uma economia exemplar, Schnitzler desenha um teatro de sombras da própria Revolução, que é um prodígio de ironia na revelação da profunda complexidade do real.» (in Teatro Nacional D. Maria II

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