os textos aqui apresentados são redigidos em desacordo com o Acordo Ortográfico #AO90







domingo, 3 de julho de 2011

da minha experiência vertiginosa - sempre? ou nunca?

médicos e médicos. aprendi o caminho para o SAMS e tenho sido uma visitante assídua. desta vez, a consulta de neurologia. com o colesterol a 212, o 1º otorrino e a endocrinologista insistem que eu tenho que ter muito cuidado e ver o que se passa, pois a ressonância magnética acusava qualquer coisa como uma trombose venosa.
o 2º otorrino foi muito mais directo e disse-me «ora, se a menina não teve dores de cabeça terríveis, tenho dúvidas que isto que aqui está seja efectivamente sinal de uma trombose». mas vá falar com um especialista.

o especialista sabe muito sobre muito pouco - farto-me de dizer isto. mas é o que sinto. o especialista só vê a sua «fatia» e não olha para o todo.
lá fui. com o saco dos exames e das análises e afins.

conclusão: trombose venosa, na cabeça, sem dores terríveis, não é possível. e o melhor exame para verificar isso, segundo a neurologista, é a ressonância. ora então o que é aquilo no relatório? [sim, os médicos não olham para as chapas, nem para o cd que vem com o exame, limitam-se a ler o relatório]. diz a xô tora que pode ser um relentamento (nem sei se esta palavra existe) de um vaso, que causou aquele «sinal» que a ressonância acusa.

e agora? life goes on, folks. ah. e o colesterol? bom, depois de ficar algo alarmada com as opiniões de alguns médicos, mantenho a postura de não tomar medicação para diminuir um valor que não é assim tão alto quanto isso. e se os triglicéridos estão bons e recomendam-se... é vigiar. e tomar óleo de salmão, diariamente. conselhos da minha nutricionista!

o zumbido (acufeno) mantém-se. há dias em que é por demais evidente, noutros só tomo consciência à noite. se consigo adormecer? na maioria das vezes, sim.

se eu fosse uma pessoa depressiva, já estava a bater com a cabeça nas paredes e fechadinha em casa com medo das vertigens e a desesperar com o zumbido (que não pára!). mas o que posso fazer? nada. nem sequer sei porque é que tive vertigens (sim, é um desequílibrio do ouvido interno, mas não sei o que o desequilibrou). logo, não posso gerir as coisas de forma a evitar o que me provoca a sensação de vertigem.

a utilização do computador incomoda-me, a luz do sol incomoda-me, os focos dos carros à noite incomodam-me. e então? vou ficar deitada em casa? no way. até porque foi precisamente após uma boa noite de sono que acordei para um mundo vertiginoso.

o zumbido nunca vai passar.
o zumbido fica para sempre.

pronto, tudo bem.


2 comentários:

nat disse...

pensamento positivo Joana!

lady.bug disse...

sempre!
obrigada :)