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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SW, sal grosso e muito cheiro a dodot

Faltava-me ir lá, respirar o ar da natureza, sentir o cheiro a vomitado, ver bandas que não lembram nem ao menino Jesus (dEUS e Snoop Dog no mesmo cartaz é hilariante). Mas daquilo que me contam e daquilo que vi nas televisões, parece-me que o público alvo do SW é mais ou menos este:


- jovens estudantes que recorrem ao PAItrocínio para lhe pagar as despesas de alimentação e a imperial no recinto, para além do próprio bilhete. Malta que quer sentir-se conectada com a natureza e por isso vai acampar e aproveitar dez dias de independência e rédea larga dos pais. São vistos a passear a sua havaiana, o seu iPhone e por vezes deslocam-se em carro próprio- E são tantos aqueles que cheiram ainda a dodot. Correspondem àqueles miúdos muito desenrascados para o SW, mas que para se inscreverem na faculdade precisam ainda que a mãe lhe trate dos papéis.

- malta menos jovem que vive o lema «oh tempo volta para trás» e quer, durante uns dias, sentir-se como aqueles jovens estudantes que descrevemos. Não tendo PAItrocínio, recorrem ao patrocínio próprio para que durante alguns dias esqueçam as responsabilidades, a chefe intragável e os horários para cumprir.


Como dizia uma senhora jornalista na SIC, 'haverá sempre quem concorde e quem discorde com a presença destes vendedores'. Relativamente a este texto,  haverá sempre quem concorde e quem não concorde com a minha opinião. E há ainda os que não sabem ou não respondem (sobretudo depois de 10 dias bem bebidos e com um festival onde o David Gueta foi considerado o melhor do cartaz… )
 
«elas querem é sal grosso, da cintura para baixo» - dizia um festivaleiro, ontem, na SIC. é isto, senhores. é isto!
 
 
 

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